
A mobilidade acadêmica, entre professores e estudantes, foi o principal consenso das discussões do III Encontro dos Reitores das Instituições de Ensino Superior Publicas da Bahia, realizado, na Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC (Ilhéus/BA), no dia 18, no auditório da Torre Administrativa. Durante o evento, foram apresentados diagnósticos em relação ao ensino de graduação e pós-graduação no estado da Bahia.
Além da mobilidade, que é o processo que possibilita o intercâmbio acadêmico entre as instituições de ensino superior (IES), também foram abordadas questões sobre a política de oferta de cursos de graduação, política de acesso, gestão acadêmica e novas experiências, licenciaturas e educação básica, inovações para currículos acadêmicos e a experiência no acolhimento de alunos portadores de necessidades especiais, que vem sendo desenvolvida pela UESC.
O III Encontro contou com a presença dos reitores Adélia Pinheiro, da UESC; Paulo Roberto Pinto Santos, da UESB; Lourivaldo Valetin da Silva, da UNEB; Rubens Edson Alves, Pró - Reitor de Graduação representando o reitor José Carlos de Santana, da UEFS; Dora Leal Rosa, da UFBA; Silvio Luiz Soglia, vice-reitor da UFRBa; Télio Nobre Leite, vice-reitor da UFVSF; Nilton de Santana dos Santos, Reitor Substituto do Instituto Federal Bahiano - IFBaiano, além dos Pró reitores e assessores.
A professora Adélia Pinheiro, reitora da UESC, que presidiu o evento, frisou a responsabilidade de todos os reitores em compartilhar, cada vez mais, as ações da educação superior pública do estado da Bahia. “Trata-se de uma relação direta das ações de cada uma das IES. Uma responsabilidade do tamanho e da importância da nossa articulação e parcerias”, afirmou. O evento foi precedido das reuniões do Fórum de Reitores das Universidades Estaduais da Bahia juntamente com o Fórum das ADs (associações docentes), na tarde do dia 17.
Para o professor Paulo Roberto Pinto Santos, reitor da UESB, "é necessário que os gestores conversem sobre o que está acontecendo no Estado com relação ao ensino superior e como poderemos atuar de forma conjunta para que os nossos esforços somem e gerem efeito positivo para toda a sociedade baiana, que tem um atraso muito grande em relação ao Brasil. Já reitor da Universidade do Estado da Bahia, professor Lourivaldo Valetin da Silva, destacou a necessidade de que sejam traçadas metas para dar continuidade a esse movimento e transformá-lo, de fato, no processo de discussão permanente de gestores para a cooperação entre as universidade públicas.
A reitora da UFBA, professora Dora Leal Rosa, lembrou que "a ideia de termos um encontro dos reitores das universidade públicas na Bahia, surgiu a partir da experiência das universidades federais de Minas Gerais. As 13 instituições federais de educação superior mineiras trabalham sincronizadas. A Bahia tem poucas universidades publicas e a menor taxa da sua população de 18 a 14 anos (em torno de 8 % ), na educação superior, quando a média nacional é 15%. Diante desses fatos precisamos trabalhar juntos e de forma solidária na perspectiva da cooperação", acrescentou a reitora da UFBA.
No próximo dia 26 de abril, os pró-reitores de Graduação das IES públicas da Bahia voltam a se reunir para estabelecerem os procedimentos do termo de cooperação que os reitores deverão assinar no IV Encontro dos Reitores das Instituições de Ensino Superior Publicas da Bahia, a ser realizado, na primeira semana de agosto próximo, na Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), na cidade de Cruz das Almas.