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Tese investiga influência da altura do selim da bicicleta e intensidade da pedalada

07/05/2018 - Assinado pela ASCOM

“Respostas psicofísicas a diferentes posições de selim e cadências em praticantes recreacionais de ciclismo” é a tese de doutorado defendida recentemente pelo professor Alberto Barretto Kruschewsky.  Lotado no Departamento de Ciências da Saúde o Programa foi um DINTER entre a Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Segundo o professor, “apesar da ampla divulgação dos benefícios que o exercício pode proporcionar às pessoas, a aderência na prática ainda é pequena, com grande número de sedentários. Além dos fatores internos, são diversos os fatores externos limitantes à prática, infraestrutura esportiva urbana, segurança, dificuldades econômicas etc. Entretanto, no caso do ciclismo, quando o indivíduo começa a praticar outras questões podem afetar sua aderência à prática, como a configuração da bicicleta, intensidade e volume da pedalada.”

“Aspectos psicofísicos como, por exemplo, o afeto, representado por respostas contrastantes do indivíduo a uma experiência, seja “positivo” ou “negativo”, “prazer” ou “desprazer”, “conforto” ou “desconforto”, devem ser investigadas. A maioria das pessoas que começa a pedalar não tem informações sobre a forma correta de configurar sua bicicleta, adequando-a as suas características. Embora existam inúmeros estudos acerca da influência da altura do selim (uma das regulagens possíveis) sobre o desempenho na prática, a percepção do praticante não tem sido investigada como deveria. Imaginem alguém pedalando com um selim muito alto ou muito baixo. O desconforto ocasionado pela posição inadequada pode tornar a experiência aversiva, fazendo com que aquela pessoa não mais queira continuar no esporte,” avalia o pesquisador.

Alberto Kruschewsky indica ainda que “a intensidade, cadência (ritmo de giro dos pedais por minuto) de pedalada adotada também pode ser excessivo ou pouco estimulante a dependerda aptidão do praticante. Estudos anteriores colocam elevadas intensidades ou desconforto como fatores que prejudicam a aderência. Vejam que não estamos falando da adesão, que é o início da prática, mas da aderência, que é a manutenção desta. Foram avaliados dois estudos, um deles com 132 ciclistas recreacionais (praticam nas horas de lazer), diagnosticados quanto ao posicionamento corporal na bicicleta, e outro com 9 ciclistas, também recreacionais, submetidos a quatro dias de avaliação em cicloergômetro com mudanças na altura do selim e cadência da pedalada. Todos responderam a escalas que mensuram a percepção de prazer, dor e esforço durante a pedalada. Os dados foram confrontados com mensurações de carga, frequência cardíaca e respectivas cadências e alturas de selim no estudo 2.”

Segundo o estudo “foi registrada relação de uma maior Percepção de esforço e dor com posicionamentos inadequados do selim no estudo 1. No Estudo 2 cadências elevadas, 20% acima do valor preferido por cada praticante, resultaram em afeto negativo e maior percepção de esforço em qualquer condição de altura do selim.  O selim muito baixo gerou maior percepção de esforço que mais alto ou posição adequada segundo literatura, em qualquer que seja a cadência analisada. O selim baixo apresentou menor afetividade (mais desprazer) que a condição adequada. Isto quer dizer que na amostra estudada, selim muito baixo ou cadências elevadas de pedalada podem se constituir em desafios demasiadamente fortes ou desprazerosos para ciclistas recreacionais. As pessoas que iniciam na modalidade ou que a prescrevem devem ter cuidado com estas condições.”

A pesquisa do professor Alberto Kruschewsky foi orientada pelo professor/Dr Fernando Diefenthaeler, da UFSC. Os dois (Alberto e Fernando) se conheceram  na década de 90, quando éram atletas no triathlon. O reencontro foi possibilitado na apresentação do Dinter na UESC




            


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