O reconhecimento da diferença é o princípio básico da igualdade ou leva à legitimação da desigualdade?

    Para nós, a Universidade não pode se privar de (re)conhecer os diferentes sujeitos que por ela circulam e compõem a comunidade discente, sob pena de tratar os desiguais como iguais. Ao mesmo tempo, por ser um espaço que se quer democrático e constituinte da diversidade cultural, necessita afirmar as distintas e diversas trajetórias, identidades e posturas que permeiam este espaço.
    Pensar a unidade como apanágio da igualdade acaba por condenar à exclusão e à estigmatização todos/as aqueles/as que não se encaixam em um padrão idealizado de estudante universitário/a, restrito ao sucesso acadêmico.
   Uma educação igualitária garante ao sujeito o direito à diferença, oportunizando-lhe estratégias fortalecedoras do seu pertencimento cultural/comunitário.

"Uma de nossas tarefas, como educadores e educadoras, é descobrir o que historicamente pode ser feito no sentido de contribuir para a transformação do mundo, de que resulte um mundo mais "redondo", menos arestoso, mais humano, e em que se prepare a materialização da grande Utopia: Unidade na Diversidade"

(Paulo Freire, Política e Educação, 23a. ed., p. 35-36)