Nome científico: Ocimum campechianum Mill
Família: Lamiaceae
Nomes populares: Alfavaca-de-galinha, Alfavaquinha, Alfavaca, Alfavaca-do-mato.
Origem: Nativo em quase todo o Brasil.
Características gerais - Subarbusto ereto de base lenhosa, perene, ramificado, fortemente aromático, de caule e ramos quadrangulares e áspero-pubescentes, de 40-80 cm de altura. Folhas simples, pecioladas, opostas, de lâmina membranácea, glabra, com a face superior verde mais escura marcada pela nervação e a inferior de cor bem mais clara, de 6-9 cm de comprimento. Inflorescências em racemos terminais densos, eretos e de mais de 15 cm de comprimento, com flores labiadas róseas a lilases.
Usos - É ocasionalmente cultivada em hortas domésticas em várias regiões do país para uso de suas folhas como tempero, mas também cresce espontaneamente em áreas antrópicas em muitas regiões do país. Na Bahia é bastante cultivada e inclusive comercializada nas feiras. Suas folhas são empregadas como condimento ou tempero de vários tipos de pratos, especialmente à base de galinha.
Usosculinários - Esta espécie é muito comum na Bahia, onde é inclusive subespontânea, ocorrendo, ocasionalmente, nas calçadas e terrenos baldios. Na Bahia, suas folhas são utilizadas no preparo de moquecas, caldeiradas de peixe, pirões e como tempero para arroz e frango.
Método de cultivo - É propagada principalmente por sementes. Adapta-se bem em clima subtropical e se desenvolve em solos permeáveis e ricos em matéria orgânica. Para tanto, é necessária a utilização de sementes coletadas de plantas sadias de um local idôneo, ou horto medicinal. Recomenda-se fazer o plantio definitivo no espaçamento de 0,50 x 0,50m, com adubação de 5kg de esterco de curral curtido por m². A colheita das plantas é realizada aos 60 dias, de preferência, pela manhã.
Curiosidades - Nas regiões Sul e Sudeste (litoral/serra) ocorre uma planta com o mesmo nome popular, contudo é bastante diferente morfológica e gastronomicamente.
Presença de outras espécies do mesmo gênero (Ocimum) no Horto de Plantas Medicinais da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) - Ocimum sp. (Manjericão-branco), Ocimum gratissimum (Quioiô), Ocimum selloi (Elixir-paregórico), Ocimum sp. (Manjericão-miúdo).
Referências:
BARREIRA, Tânia de Fátima Rodrigues et al. Espécies de plantas alimentícias não convencionais (PANC) cultivadas na Zona da Mata de Minas Gerais. Sete Lagoas: Embrapa Milho e Sorgo, 2006. 10 p. (Circular Técnica, 138). Disponível em: https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/bitstream/doc/657248/1/cot138.pdf. Acesso em: 29 maio 2026.
KINUPP, Valdely Ferreira; LORENZI, Harri. Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) no Brasil: guia de identificação, aspectos nutricionais e receitas ilustradas. 2. ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum de Estudos da Flora, 2021. 768 p.











