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Horto Florestal da Uesc

BABOSA

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Nome científico: Aloe vera (L.) Burm. f.

Família: Asphodelaceae

Nomes populares: Babosa, Aloe vera, Aloe, Erva Babosa, Babosa-grande, Babosa-medicinal, Erva-de-azebre, Caraguatá, Caraguatá-de-jardim, Aloe-do-cabo

Origem: Continente Africano.

Características gerais - Planta herbácea, suculenta, atinge até um metro de altura. Tem folhas grossas, carnosas e suculentas, dispostas em rosetas presas a um caule muito curto, que quando cortadas deixam escoar uma substância viscosa, amarelada e muito amarga, chamada de aloína, encontradas no látex entre a casca e a mucilagem.

Usos - Na medicina popular ocidental seu uso mais comum é feito pelas mulheres para o tratamento dos cabelos. A mucilagem das suas folhas possui atividade fortemente cicatrizante que é devida ao polissacarídeo e uma boa ação antimicrobiana sobre bactérias e fungos, resultante do complexo fitoterápico formado pelo aloeferon, as antraquinonas e também pela alatoina. Esse conhecimento pode dar certo embasamento a outros usos populares como: cicatrizante em casos de queimaduras e ferimentos superficiais da pele, aplicando no local a mucilagem fresca, diretamente ou cortando-se uma folha, depois de bem limpa, de modo a deixar o gel exposto para servir como um delicado pincel; em contusões, entorses e dores reumáticas, todas as três fazendo uma mistura específica com água e álcool, aplicando a mistura na forma de compressas e massagens nas partes doloridas. Além dos seus usos tradicionais descritos, a seiva amarela presente na mucilagem, chamada de aloína, é aproveitada tanto pela indústria farmacêutica de fitoterápicos, por conta de suas propriedades laxantes, quanto pela indústria de cosméticos, no entanto essa substância é considerada tóxica para uso doméstico, pois, sem as devidas preparações, regulamentadas por órgãos governamentais, pode causar alergias na pele, irritações no couro cabeludo e, se ingerido, problemas gastrointestinais. Os compostos antraquinônicos também são tóxicos quando ingeridos em dose alta, por isso lambedores, xaropes e outros remédios preparados com esta planta, podem causar grave crise de nefrite aguda quando tomados em doses mais altas que as recomendadas, provocando, especialmente em crianças, intensa retenção de água no corpo que pode ser fatal.

Método de cultivo - separar os brotos laterais, que crescem na base da planta-mãe, com altura entre 15 e 25 centímetros, que estejam com um pouco de raiz e saudáveis, sem sinais de pragas. O solo deve ser rico em matéria orgânica e ter uma excelente drenagem, para evitar que as raízes apodreçam, já que a espécie é muito sensível ao excesso de umidade. Inserir a muda verticalmente em uma cova, compactando a terra ao redor para dar firmeza.

Curiosidades - A Babosa é uma das plantas de uso tradicional mais antigas que se conhece, sendo utilizada pelo homem há mais de 5.500 anos como planta medicinal, conforme registro em papiros egípcios datados de 3.500 anos antes de Cristo. As mulheres foram umas das primeiras a darem uso cosmético a essa planta, utilizando-a para hidratar, fortalecer e restaurar o cabelo, sendo encontrados registros desses usos cosméticos nas civilizações árabe, grega, egípcia, romana, asiática e africana e é muito usada até hoje para esses fins. Além disso, o judeus costumavam envolver os mortos em lençol embebido na mucilagem de aloe, para retardar a putrefação e extrato de mirra, para encobrir o cheiro da morte, como ocorreu com Jesus Cristo ao ser retirado da cruz.

Referências:

BARBOSA FILHO, José Severiano et al. Propriedades farmacológicas da Aloe vera: uma revisão integrativa. Research, Society and Development, [s. l.], v. 11, n. 3, e6311326062, 2022. Disponível em: https://doi.org/10.33448/rsd-v11i3.26062. Acesso em: 28 mar. 2026.

CASTRO, Luiz Osório de; RAMOS, Rosa Lúcia Dutra. Descrição Botânica, Cultivo e Uso de Aloe arborescens Mill., Aloe saponaria (Aiton) Haw. e Aloe vera L. Burm. f.. Porto Alegre: FEPAGRO, 2003. (Circular Técnica, 21). 1 arquivo PDF. Disponível em: arquivo digital local. Acesso em: 24 mar. 2026.

LORENZI, Harri; MATOS, Francisco José de Abreu. Plantas medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 3. ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2021.

QUEIROGA, V. P. et al. (ed. tech.). Aloe vera (babosa): tecnologias de plantio em escala comercial para o semiárido e utilização. 1. ed. Campina Grande: AREPB, 2021. 1 arquivo PDF. Disponível em: arquivo digital local. Acesso em: 24 mar. 2026.

SURJUSHE, Amar; VASANI, Resham; SAPLE, D. G. Aloe vera: a short review. Indian Journal of Dermatology, [s. l.], v. 53, n. 4, p. 163-166, 2008. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2763764/. Acesso em: 24 mar. 2026.