Nome científico: Petiveria alliacea L.
Família: Phytolaccaceae
Nomes populares: Guiné, Erva-de-guiné, Cagambá, Cangambá, Embiaiendo, Embirembo, Emboembo, Emburembo, Enraiembo, Tipi, Erva-de-tipi, Erva-de-pipi, Pipi, Macura-caá, Erva-de-alho, Gambá, Gerataca, Gorana-timbó, Gorarema, Gorazema, Irataca, Macura, Ocoembro, Paraacaca, Paracoca, Pau-de-guiné, Raiz-de-congonha, Raiz-de-gambá
Origem: É nativa das Américas Tropical e Subtropical, com forte incidência na região da Floresta Amazônica e no Caribe. Possui hábito persistente em algumas regiões, tornando-se difícil de ser erradicada.
Características gerais - planta herbácea ereta, perene, rizomatosa, com leve aroma de alho, atinge cerca de 70 cm de altura, com flores discretas, dispostas em longas inflorescências racemosas. O fruto é uma cápsula pequena, cuneiforme e dotada de espinhos que lhe serve de meio de disseminação por se prenderem em animais e roupas de transeuntes.
Usos - é largamente cultivada em hortas e jardins domésticos de todas as regiões tropicais do Brasil com fins ornamentais, místicos e medicinais, principalmente nas regiões de influência da umbanda. Na medicina caseira é considerada antiespasmódica, diurética, sudorífica e emenagoga, sendo usada na forma de infusão fraca das folhas ou das raízes contra hidropisia, artrite, reumatismo, malária, memória fraca e para induzir abortos. Em doses elevadas e repetidas é considerada tóxica, devendo-se tomar muito cuidado quando usada oralmente. No Brasil colonial os escravos a denominavam de "remédio-de-amansar-senhor", o que demonstra já terem conhecimento de seu efeito tóxico. Nas práticas medicinais caseiras, uma infusão de apenas dois gramas de material seco por litro de água é usada, para uma dose de meio copo desta infusão duas ou três vezes ao dia. As raízes parecem ser mais ativas que as folhas, sendo consideradas analgésica e anestésica. Na literatura encontra-se a recomendação de seu uso externo contra afecções bucais e infecções da garganta na forma de chá por infusão, preparado com uma colher de sopa de folhas secas picadas e uma colher de sobremesa da raiz picada em uma xícara das de chá de água fervente, fazendo-se, depois de morna, gargarejos ou bochechos duas vezes ao dia. Também é recomendada em aplicação tópica localizada contra contusões, traumatismos, dores lombares, reumáticas e de cabeça.
Método de cultivo - Prefere sol pleno ou meia-sombra, regas moderadas e solo bem drenado. Possui crescimento fácil e rústico. Pode ser multiplicada por sementes (dispersas facilmente pelos aquênios aderentes) ou por estacas de caule. Podas regulares estimulam novas brotações e mantêm o porte controlado.
Curiosidades - O cheiro forte da planta, semelhante ao alho, se deve à presença de compostos sulfurados, principalmente dissulfetos, responsáveis também por parte de suas propriedades medicinais. É considerada uma das plantas mais importantes na etnobotânica das Américas, presente tanto na medicina popular quanto nos rituais culturais de diversos povos.
Referências:
LORENZI, Harri; MATOS, Francisco José de Abreu. Plantas medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 3. ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2021.











