Horto Florestal da Uesc
Nome científico: Hibiscus acetosella Welw. ex Hiern
Família: Malvaceae
Nomes populares: Vinagreira-roxa, Vinagreira, Groselheira, Rosela, Quiabo-azedo, Quiabo-roxo
Origem: Continente Africano.
Características gerais - Arbusto sublenhoso, bienal ou perene, ramificado, ereto ou de crescimento disperso, com ramos escandentes quando cresce na sombra, muito variável morfologicamente, de 1,5-3,0 m de altura, nativo provavelmente na África Tropical. Suas folhas são simples, longo-pecioladas, de lâmina cartácea, 5-palmatilobada, de cor verde ou completamente roxa, de 7-14 cm de comprimento. Suas flores solitárias, axilares, curto-pedunculadas, com pétalas roxo-avermelhadas ou vináceas e sépalas carnosas roxas. Seus frutos do tipo cápsula angulada deiscente.
Usos - É amplamente cultivada em todo o país para fins ornamentais, principalmente a forma roxa, para a formação de maciços a pleno sol. Suas folhas jovens e frutos imaturos (cálices) são comestíveis e possuem gosto azedo, principalmente estes últimos, usados de longa data no preparo de refrescos e geleias. É uma verdura linda e gostosa. Suas folhas são intensamente vermelhas (bordô), tenras, suculentas e ácidas, podendo ser consumidas diretamente in natura, usadas inteiras ou picadas para saladas, chá-suco, geleias e molhos diversos, bem como frisante e cozidas com carnes. As folhas cozidas com arroz deixam seus grãos coloridos e com sabor levemente ácido. As flores duram um dia apenas e podem ser colhidas para saladas, enfeite comestível de pratos diversos e para geleias. Os cálices, apesar de não serem tão suculentos, quando fervidos proporcionam cor e sabor intensos, podendo ser usados para chá-suco (necessário ferver para extrair os pigmentos antociânicos), sorvetes, patês salgados e geleias. Ramos com ou sem as folhas podem ser fervidos para chá-suco e frisante.
Método de cultivo - O plantio é realizado predominantemente por meio de sementes (propagação sexuada), embora a estaquia também seja viável. O método popular consiste no semeio direto ou em sementeiras, utilizando solos de textura média, profundos e com boa disponibilidade de matéria orgânica, preferencialmente em períodos de alta luminosidade e temperaturas elevadas (entre 20°C e 34°C), condições que favorecem o desenvolvimento vegetativo desta espécie fotoperiódica. Recomenda-se a abertura de covas ou sulcos com espaçamentos que variam conforme a finalidade da produção; para a colheita de folhas (uso hortícola), adota-se geralmente o espaçamento de 0,80 m a 1,0 m entre fileiras e 0,50 m a 0,60 m entre plantas. A profundidade de semeadura deve ser de aproximadamente 2 a 3 centímetros, garantindo-se a umidade constante do solo sem encharcamento, especialmente na fase crítica de germinação e estabelecimento das plântulas. Em cultivos domésticos e tradicionais, é comum a prática da poda apical (desponta) para estimular a ramificação lateral e aumentar a produtividade de massa verde, garantindo que a planta mantenha um porte arbustivo e facilite a colheita manual.
Presença de outras espécies do mesmo gênero (Hibiscus) no Horto de Plantas Medicinais da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) - Hibiscus sabdariffae L.
Fontes:
KIRIZAWA, M. et al. Guia prático de PANC: Plantas Alimentícias Não Convencionais. São Paulo: Instituto de Botânica, 2017. 1 arquivo PDF. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/download/1603/1465/5796?inline=1. Acesso em: 26 mar. 2026.
LORENZI, Harri; MATOS, Francisco José de Abreu. Plantas medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 3. ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2021.
UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO (UFRRJ). Vinagreira (Hibiscus acetosella): uma planta alimentícia não convencional (PANC). Seropédica: UFRRJ, 2019. (Cartilha Técnica). Disponível em: https://institucional.ufrrj.br/agroecologia/files/2019/05/CARTILHA-VINAGREIRA-UFRRJ.pdf. Acesso em: 26 mar. 2026.











