1. Sentidos e significados da doação de órgãos para familiares de pacientes com Morte Encefálica.
Resumo por: Veridiana Soares Cunha
Este estudo qualitativo foi feito para entender o que passa na cabeça e no coração dos familiares de pacientes que tiveram morte cerebral (morte encefálica) no momento em que eles precisam decidir se vão ou não doar os órgãos do seu parente. Para isso, os pesquisadores entrevistaram dez familiares que viveram essa situação dolorosa e usaram um programa de computador chamado IRaMuTeQ para organizar as conversas e descobrir quais eram os sentimentos mais comuns entre eles. Os resultados mostraram que o comportamento dos médicos e enfermeiros faz toda a diferença: quando a equipe do hospital conversa com calma, explica direito o que é a morte cerebral e demonstra carinho, a família consegue aceitar melhor a perda e se sente mais segura para dizer "sim" à doação. O estudo revelou que os familiares enxergam a doação de órgãos como um ato de amor ao próximo e de solidariedade, pois saber que o coração ou os rins do seu parente vão salvar a vida de outra pessoa traz um certo alívio para a dor do luto. Por outro lado, o texto aponta que a demora nos trâmites do hospital e a falta de tato de alguns profissionais criam um desgaste desnecessário. Por fim, os autores concluem que para melhorar o número de doações de órgãos no Brasil, os hospitais não devem focar apenas na parte técnica ou na pressa de colher os órgãos, mas sim em dar um apoio humano de verdade, acolhendo essas famílias com paciência e empatia no momento mais difícil de suas vidas.
Referência bibliográfica: SOUZA, Nathalie Campana de et al. Sentidos e significados da doação de órgãos para familiares de pacientes com Morte Encefálica. Saúde em Debate, [S. l.], v. 50, n. 149, p. e10834, abr./jun. 2026.
Artigo completo: https://saudeemdebate.org.br/sed/article/view/10834/2413











