Uesc -Universidade Estadual de Santa Cruz

Espaço Ciência Saúde - Ano de publicação 2025

Idoso

1. Prevalência e Fatores Associados aos Distúrbios do Sono em Pessoas Idosas: Um Estudo Transversal

Este estudo epidemiológico, de delineamento transversal, analisou a prevalência e os fatores associados aos distúrbios do sono em 232 pessoas idosas residentes na área urbana de Aiquara, município do Centro-Sul da Bahia. A coleta de dados se deu por entrevistas, que considerou variáveis sociodemográficas, econômicas, de estilo de vida e condições de saúde, além de mensurações antropométricas e da aplicação de instrumentos validados, como a Escala de Depressão Geriátrica e o Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ). Os resultados indicaram que mulheres apresentaram o dobro de probabilidade de ter distúrbios do sono em comparação aos homens. Idosos insuficientemente ativos (≤150 minutos de atividade física por semana), com dores na coluna ou sintomas depressivos também mostraram maior probabilidade de apresentar o desfecho. Os achados confirmam evidências anteriores e reforçam que um estilo de vida ativo e saudável contribui para melhor qualidade do sono e da saúde geral. Por fim, destaca-se o papel da Atenção Primária à Saúde na vigilância e promoção de ações voltadas à melhoria da qualidade de vida e à prevenção de distúrbios do sono em populações idosas.

SOUZA, A. A.; CAIRES, S. DA S.; VALENÇA NETO, P. DA F.; ALMEIDA, C. B. DE; RIBEIRO, ÍCARO J. S.; SANTOS, L. DOS; CASOTTI, C. A. Prevalência e fatores associados aos distúrbios do sono em pessoas idosas: um estudo transversal. RBPFEX - Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício, v. 19, n. 120, p. 156-164, 10 maio 2025.

2. Fenótipo clínico da obesidade abdominal e dinapenia: Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil)

Este estudo transversal utilizou dados da linha de base do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil) 2015-2016 para examinar a prevalência do fenótipo da obesidade abdominal dinapênica e identificar seus fatores associados em uma amostra representativa da população brasileira. A obesidade abdominal foi determinada pela razão cintura-estatura ≥ 0,55 cm, e a dinapenia foi identificada pela presença de baixa força de preensão palmar, medida por dinamometria, utilizando pontos de corte específicos para a população brasileira. A variável dependente foi a coexistência de ambas as condições (obesidade abdominal e dinapenia), e sua associação com variáveis independentes, como características sociodemográficas, comportamentos de saúde, condições de saúde, doenças crônicas e região de residência, foi analisada por meio de regressão de Poisson para obter razões de prevalência brutas e ajustadas por sexo, idade e escolaridade. Os resultados mostraram que a prevalência de obesidade abdominal foi de 57,8%, dinapenia isolada foi de 5,7% e obesidade abdominal dinapênica foi de 12,3%. No modelo ajustado, foram encontradas associações significativas com tabagismo (RP = 0,7; IC95%: 0,5-0,9), consumo de álcool (RP = 0,7; IC95%: 0,5-0,9), prática de atividade física (RP = 0,6; IC95%: 0,5-0,8), autoavaliação de saúde ruim (RP = 1,7; IC95%: 1,4-2,2), multimorbidade (RP = 1,3; IC95%: 1,1-1,6) e região de residência. Esses fatores indicam pontos-chave para o desenvolvimento de estratégias de prevenção e tratamento da obesidade abdominal associada à baixa força muscular, sugerindo que as metodologias discutidas para diagnóstico sejam utilizadas como forma confiável e prática de identificação dessa condição em idosos.

OLIVEIRA, T. M.; MOREIRA, P. A.; ANJOS, M. S.; ASSUMPÇÃO, D.; CORONA, L. P. Fenótipo clínico da obesidade abdominal e dinapenia: Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil). Cadernos de Saúde Pública, v.41, n.1, e00233323, 2025.

Link para artigo completo: https://doi.org/10.1590/0102-311XPT233323