Espaço Ciência Saúde - Ano de publicação 2025
Saúde da Mulher
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1. Tendência temporal e perfil epidemiológico das notificações de violência contra as mulheres no Brasil: 2014-2023 |
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O estudo analisou a tendência temporal e o perfil epidemiológico das notificações de violência contra mulheres no Brasil (2014–2023).Os resultados mostram que houve aumento de 9,8 para 19,2 casos/100 mil mulheres/ano após 2020, com destaque para lesões autoprovocadas (8,1%/ano), violência sexual (10,5%) e financeira/econômica (1,3%).As vítimas foram principalmente adultas de 20–59 anos (54%), pardas (43%), com baixa escolaridade (17,4%) e residentes no Sudeste (48%); a violência sexual concentrou-se em adolescentes (10–19 anos; 46,1%), e a negligência/abandono em crianças ≤9 anos (54,8%).O cônjuge foi o principal agressor (26–29%), a força corporal/espancamento (31,9%) e a ameaça (13,6%) os principais meios, e a residência (73,4%) o local mais comum. Constata-se que a violência aumentou na última década, reforçando a urgência de políticas públicas de enfrentamento. LIMA, G.C.C.; PASSOS, C.M. dos; PINHEIRO, A.L.S; RIBEIRO, I. J.S.; MAIA, E. G. Tendência temporal e perfil epidemiológico das notificações de violência contra as mulheres no Brasil: 2014-2023. Epidemiologia e Serviços de Saúde. v. 34, 8 agosto 2025. Link para artigo completo: https://doi.org/10.1590/S2237-96222025v34e20240475.en Link para Instagram |
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2. Representações sociais de gestantes negras sobre violência obstétrica |
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Este estudo qualitativo, exploratório e descritivo, realizado com 12 gestantes negras atendidas em duas Unidades de Saúde da Família no sul da Bahia entre outubro e novembro de 2023, teve como objetivo analisar as representações sociais dessas mulheres sobre violência obstétrica (VO). A coleta de dados incluiu a consulta a prontuários físicos e entrevistas semiestruturadas, cujos conteúdos foram analisados por meio da técnica de análise de conteúdo temática proposta por Bardin. Os resultados indicaram que o conceito de VO entre as gestantes negras é limitado, sendo frequentemente reduzido ao momento específico do parto. As ações caracterizadas como VO, cometidas por profissionais de saúde, foram identificadas como manejos ou condutas físicas agressivas, desnecessárias e sem evidências científicas, bem como abusos psicológicos e negligência, especialmente atribuídos à cor da pele das gestantes. A conclusão do estudo destaca a importância da orientação das gestantes durante o pré-natal sobre seus direitos, como medida essencial para a prevenção da violência obstétrica. Moreira, M. A.; Conceição, C. S. Representações sociais de gestantes negras sobre violência obstétrica. Revista de Enfermagem e Atenção à Saúde, v. 15, n. 1, 2025. Link para artigo completo: https://doi.org/10.18554/reas.v15i1.7493 |
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3. Assistência de profissionais de saúde a mulheres em situação de violência: estudo de representações sociais |
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Trata-se de um estudo qualitativo, baseado na abordagem processual da Teoria das Representações Sociais, realizado com 40 profissionais da urgência e emergência de um hospital público entre janeiro e maio de 2023. A coleta de dados foi feita por entrevistas semiestruturadas e os dados foram processados pelo software IRAMUTEQ. Os resultados apontam que as práticas assistenciais dos profissionais se concentram no tratamento das lesões, nos encaminhamentos e na notificação da violência. Também foi evidenciada a necessidade de que os profissionais sejam orientados sobre os serviços disponíveis na rede de assistência no município. Considerações finais indicam que as representações sociais dos profissionais sobre a assistência à mulher em situação de violência doméstica são fundamentadas em elementos do cotidiano e em práticas normativas e institucionais. SIMÕES J. DOS S.; FERREIRA M. DO R. A. B.; SUTO C. S. S.; VILELA A. B. A.; MACHADO J. C.; RODRIGUES V. P. Assistência de profissionais de saúde a mulheres em situação de violência: estudo de representações sociais. Revista Enfermagem UERJ, v. 33, 2025. Link para artigo completo: https://doi.org/10.12957/reuerj.2025.89308 |
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4. Pré-Natal Psicológico na Atenção Primária à Saúde: um relato de experiência |
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Este estudo qualitativo, do tipo relato de experiência, descreve as ações desenvolvidas por uma psicóloga em uma Unidade de Saúde da Família do sul da Bahia, vinculada a um Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Família, entre janeiro e dezembro de 2023. O pré-natal psicológico compreende as mudanças emocionais e socioculturais vivenciadas durante a gestação, promovendo cuidado integral por meio do fortalecimento do vínculo mãe-bebê e da rede de apoio familiar. As intervenções envolveram atendimentos iniciais, atividades de psicoeducação, consultas compartilhadas com outros profissionais e avaliação puerperal, visando detectar fatores de risco para transtornos mentais no ciclo gravídico-puerperal. Conclui-se que o pré-natal psicológico constitui ferramenta essencial na atenção primária, contribuindo para a melhoria da saúde mental de gestantes, parceiros e familiares, além de favorecer a atuação interdisciplinar e a integralidade do cuidado. ALENCAR, L. M. M.; MOREIRA, M. A. O Pré-Natal Psicológico na Atenção Primária à Saúde: um relato de experiência. Cenas Educacionais, vol. 8, nº e21731, agosto de 2025. Link para artigo completo: https://doi.org/10.5281/zenodo.16681832 |
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5. A violência obstétrica como coisificação da mulher: um estudo de representações sociais |
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A violência obstétrica constitui uma forma de violência institucional e de gênero que afeta a autonomia, a dignidade e os direitos das mulheres durante o pré-natal, parto e pós-parto. Este estudo teve como objetivo apreender os conteúdos das representações sociais de mulheres sobre a violência obstétrica e compreender sua relação com as experiências vivenciadas no processo parturitivo. Trata-se de uma pesquisa exploratória e qualitativa, fundamentada na Teoria das Representações Sociais, realizada com 30 mulheres que tiveram parto vaginal entre os anos de 2017 e 2021, por meio de entrevistas semiestruturadas conduzidas por videochamada. Os dados foram analisados com o auxílio do software IRaMuTeQ, utilizando a Classificação Hierárquica Descendente. Os resultados revelaram que as mulheres representam a violência obstétrica como ações que cerceiam sua autonomia, despersonalizam o cuidado e incluem intervenções desnecessárias, além de violência psicológica e verbal. As vivências relatadas evidenciam sentimentos de medo, tristeza e sofrimento, que repercutem negativamente no puerpério e na relação materno-infantil. Destacou-se ainda a escassez de informações no pré-natal como fator que aumenta a vulnerabilidade das mulheres frente a práticas violentas. Conclui-se que a violência obstétrica está profundamente associada à perda do protagonismo feminino no processo de parto, reforçando a necessidade de ações educativas no pré-natal e da qualificação da assistência obstétrica baseada em evidências científicas e no respeito aos direitos das mulheres. Nascimento EM, Bastos MV, Machado JC, Lira MOSC, Vilela ABA, Rodrigues VP. A violência obstétrica como coisificação da mulher: um estudo de representações sociais. Estudos e Pesquisas em Psicologia. 2025;25:e74359. Link para artigo completo: 10.12957/epp.2025.74359 |
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6. Uso de anticoncepcionais orais hormonais na adolescência em serviços escolares e de atenção primária à saúde |
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Trata-se de uma revisão de escopo que teve como objetivo mapear a produção científica sobre o uso de anticoncepcionais orais hormonais por adolescentes no contexto dos serviços de saúde escolar e da atenção primária à saúde. O estudo também buscou identificar os tipos de pílulas mais utilizados, possíveis efeitos colaterais, informações sobre taxa de efetividade e como ocorre a utilização e o armazenamento desses medicamentos entre adolescentes.
ARAÚJO, J. C.; MOREIRA, M. A.; MARQUES, P. F.; OLIVEIRA, J. R. Uso de anticoncepcionais orais hormonais na adolescência em serviços escolares e de atenção primária à saúde: uma revisão de escopo. Enfermería: Cuidados Humanizados, v. 14, n. 2, e4536, 2025. Link para artigo completo: https://revistas.ucu.edu.uy/index.php/enfermeria/article/view/4536 |











